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Adolescência

O meu filho tem treze anos. É um companheirolas. Sempre foi connosco para todo o lado, desde concertos a bares, restaurantes de comidas estranhas a exposições, museus, ou aonde quer que fôssemos.

Ontem, eu e ele fomos a um concerto de uma banda que toca música da minha geração e anterior, dos anos 70, 80, 90. O meu filho gostou imenso, conhecia praticamente todas as músicas que reconhecia aos primeiros acordes. Cantou e dançou um pouco e curtiu bastante o som.

No final da noite, depois de termos passado por um bar e de termos dividido uma Seven Up, quando voltámos para casa, pergunta-me:
- A adolescência é termos mais vontade de sairmos com os nossos amigos do que com os pais?
- Sim, é também um pouco isso - respondo-lhe.
- Ok, mãe, sou oficialmente um adolescente!

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Estamos a matar a infância das nossas crianças!

Se há cerca de vinte, trinta anos, não se sabia tanto quanto se sabe hoje sobre pedagogia, psicologia ou educação, actualmente este conhecimento é muito mais vasto. Tão vasto que tendemos a instrumentalizar a forma como educamos as nossas crianças.

Olhamos para os nosso filhos e vemo-los como projectos pessoais. Queremos que sejam os melhores e sempre melhores que eles próprios, que estejam sempre a evoluir para que sejam bem sucedidos na vida. É normal, porque independentemente das nossas crenças, queremos o melhor para eles, porque os amamos. Mas esta forma de amar e de os tentar conduzir para o sucesso está a matar-lhes a infância. 
Não são poucas as vezes que ouvimos coisas do género:  "Quero que o Rui seja um óptimo engenheiro";  "Estou a fazer tudo para que a Ana seja a melhor professora que já leccionou";  "O que mais quero é que o André vença no mundo do trabalho como o melhor designer gráfico".
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