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My Baby

My Baby faz hoje 34 anos. Há precisamente metade da sua vida, 17 anos, que me atura. É dose, hã?! Só por isso já merecia uma medalha de mérito, não?

My Baby é dos homens mais íntegros, originais e cheios de sentido de humor que conheço, e não é por ser o meu homem que digo isto, é por ser verdade!
Se houve tempos em que me imaginei com outros homens, que houve, não sou santinha nenhuma, hoje, nem sequer consigo imaginar.
Os outros homens, além de não me atraírem minimamente, porque encontro sempre algo neles que não faz sentido, aborrecem-me. Verdade, verdadinha!
Ao longo destes 17 anos, habituei-me a ter uma relação cheia de sentido de humor e a falta dele perturba-me, e muito!
A maioria dos homens são uns caretas! A maioria dos homens, tal como a maioria das mulheres, verdade seja dita, pertencem a um modelo standard e o modelo standard é aborrecido. Falta-lhe imaginação, originalidade, criatividade e sentido de humor.
Conheço algumas pessoas, não muitas, mas algumas, que são artistas, notáveis na sua arte, portanto, supostamente criativas, originais, imaginativas, etc, etc. No entanto, na intimidade são aborrecidas, pré-definidas, convencionais...
Custa-me entender como é possível ser-se tão extraordinário profissionalmente e simultaneamente tão aborrecido pessoalmente. Mas é uma realidade que tenho vindo a verificar ao longo dos anos, uma triste realidade, na minha opinião...
My Baby pode não ter uma profissão onde a criatividade seja uma qualidade reconhecida, mas na intimidade e nos seus hobbies está a anos-luz de muitos "artistas".
Não quero com isto dizer que ele é melhor do que os outros homens (até é, mas é não isso que quero dizer), o que quero dizer é que ele é o homem certo para mim, porque consegue preencher todos os requisitos que, para mim, são importantes num homem, numa pessoa.

Ao fim de 17 anos de namoro, porque o casamento é um mero pormenor, constato e, cada dia que passa, esta minha constatação é mais evidente, que não podia juntar trapinhos com outra pessoa, porque não iria dar certo, porque o vazio entre mim e essa outra pessoa seria imenso, porque my Baby é a continuação de mim própria, porque é nele que encontro a cavidade onde posso encaixar o meu peito, porque o meu peito é cheio dele...

Pelos 34 anos de vida, pelos 17 de paciência para me aturares, por tudo o que temos vivido juntos:

PARABÉNS, BABY!


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Por entre livros e árvores

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Incrivelmente este supermercado tem um sofá para quem vê livros. Confesso que sou uma parasita das livrarias, daquelas que lêem muitos pedaços de literatura e raramente compram alguma coisa. Namoro livros durante meses, às vezes anos e só os compro quando já se criou uma certa intimidade entre mim e eles, ou entre mim e os seus autores.
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